sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A quem interessar possa

(...) podia falar de quando te vi pela primeira vez sem jeito de repente te vi assim como se não fosse ver nunca mais e seria bom que eu não tivesse visto nunca mais porque de repente vi outra vez e outra e outra e enquanto eu te via nascia um jardim nas minhas faces não me importo de ser vulgar não me importa o lugar-comum dizer o que outros já disseram não tenho mais nada a resguardar um momento à beira de não ser eu não sou mais tudo se revelou tão inútil à medida em que o tempo passava tudo caía num espaço enorme amar esse espaço enorme entre eu e você (...)
Obs: A imagem não é retirada de um livro de Caio Fernando Abreu.

Caio Fernando Abreu em O Essencial da Década de 1970, 2, ed. - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014.
Quer ler o texto inteiro? Confira aqui: A quem interessar possa, Caio F. Abreu

A quem interessar possa

(...) podia falar de quando te vi pela primeira vez sem jeito de repente te vi assim como se não fosse ver nunca mais e seria bom que eu não...